Negligência após cirurgia

A 26-11-2018, tinha uma cirurgia à catarata do olho direito, para a qual fui chamada 3 vezes no mesmo dia, a fim de fazer a respetiva preparação: às 14h, às 16h e às 18h. Como resido a 50km acima de Santarém e só podia, para as 14h, comer até às 10h (até por ser diabética), quando recebi as restantes alterações já ia a caminho do hospital, de camioneta. Quando cheguei dirigi-me ao balcão, apresentei os documentos e FIZ O PAGAMENTO RESPETIVO, tendo sido mandada esperar. Espante-se quem ler esta reclamação: fui chamada para a cirurgia, com imensa gente a passar-me nitidamente à frente, apenas às 20 (vinte) horas!!! Pior ainda foi descobrir que fui a última pessoa e, ao contrário de todas as outras, NÃO TIVE DIREITO A RECOBRO, porque eram quase 22.00h quando a Drª PAULA LEITÃO me acabou a cirurgia e (imagine-se!) o Hospital fechava exatamente às 22h, ficando apenas a urgência a funcionar!! Fui levada à pressa para o quarto onde me deveria vestir, sempre pressionada para me despachar; uma alma caridosa ofereceu-me um chá e duas bolachas (nem percebi quem era, porque não via nada de jeito); chamaram à pressa, pelo telefone uma amiga em casa de quem eu iria ficar, que correu também sob pressão; e a indicação que nos deram foi a de que "Vai por este corredor e vira à esquerda, depois vê logo os elevadores…"
Resumindo: TODA A GENTE TEM E TEVE DIREITO A RECOBRO, menos eu; O stress que se seguiu à cirurgia e toda aquela pressa em despacharem-me deixaram-me com tais dores de cabeça e no globo ocular intervencionado, que passei muito mal a noite; NÃO SE PODE PÔR NA RUA UM DOENTE ACABADO DE OPERAR, SÓ PORQUE O HOSPITAL VAI FECHAR (aspeto que eu até desconhecia). SENTI-ME MAL TRATADA, discriminada e humilhada. ESTIVE MAIS DE DOZE HORAS SEM COMER.
Ao que me foi sussurrado, todo o atraso se deveu ao facto de um certo médico ter ido para a Arábia Saudita. Presumo que deve ter havido uma animada e demorada festa de despedida. Quanto aos doentes… esses que esperam. Em vez de terem distribuído os utentes por novos dias, com avisos prévios, quiseram despachar serviço, não se importando com as consequências gravosas que daí poderiam advir. Amanhã, dia 3 de Dezembro, tenho uma consulta com a mesma médica, certamente para se ver se tudo está bem. Não está! Vejo razoavelmente ao longe e a média distância, mas continuo com dores e muito incómodo, apesar de seguir rigorosamente todas as indicações escritas que acompanhavam as gotas a usar.
Devo ainda acrescentar que, enquanto passei pelo corredor onde estavam, em separadores individuais, muitas das pessoas em recobro, eu fui levada para o último compartimento (o único disponível), até poder entrar no bloco operatório. Sucede que esse último compartimento , estreito, tinha dois grandes sacos verdes de lixo cirúrgico, abertos, não sendo obviamente lugar de espera para quem tinha recebido "esponjas"especiais para tomar dois banhos e indicações de higiene excecionais.
Só quem não quiser é que não vê que alguma coisa estranha está a mudar no Hospital dos Lusíadas.

Reclamação De: Maria Fernanda da Luz Torrinha
Email: <mftorrinha@gmail.com>
Nome da Empresa a quem esta reclamação se dirige: Hospital dos Lusíadas, Lisboa, Alto dos Moinhos


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