Negligência equipa de enfermagem serviço de cardiologia

Denúncia de negligência de serviço no Centro Hospitalar de Setúbal, EPE, Serviço de Cardiologia, Hospital de São Bernardo

Exmos. Senhores,
Assunto: Negligência dos cuidados de enfermagem do serviço de Cardiologia/ UNICOR do Centro Hospitalar de Setúbal, EPE, Hospital de São Bernardo
Venho por este meio dar conhecimento de uma situação de negligência, por parte dos cuidados de enfermagem do serviço de cardiologia do Centro Hospitalar de Setúbal, tal como supracitado.
No passado dia 18-09-2018, a minha avó, Maria Gabriela Reis, de 83 anos de idade, antecedentes de alzheimer, HTA e hipercolesterolemia.
Após episódio de bradicardia severa, acompanhada de mau estar geral e dor severa a nível do epigastro, na via publica, foi levada pelos bombeiros para a SUB de Alcácer do Sal onde manteve bradicardia e BAV completo. Após ter sido realizada terapêutica, activada VMER do HLA, que a transportou ao serviço UNICOR do Centro Hospitalar de Setúbal, onde foi admitida para colocação de pacemaker definitivo.
Foi implantado pacemaker definitivo a 19-09-2018, sem intercorrências.
Não posso deixar de mencionar que, antes do episódio de internamento, a minha avó, apesar de apresentar demência, tal como descrito anteriormente, era uma senhora, que ainda vivia sozinha no seu domicílio, embora no período das 8 as 18 fosse para um Lar de Idosos diário, onde ela acordava e se preparava para aguardar pela carrinha que a transportava de casa para o mesmo.
Era uma senhora que se apresentava dependente em grau reduzido no que contempla a actividade física, pois caminhava pelo seu próprio pé sem qualquer acessório de apoio, dependente em grau reduzido na actividade de vida, alimentação, pois não tinha qualquer necessidade de ajuda para se alimentar, alimentando-se de uma dieta mediterrânea, geral, cerca de 5 refeições diárias. Dependente em grau parcial na higiene, pois necessitava de algum apoio no banho, mas não usava fralda e ia a casa de banho quantas vezes fossem necessárias. Não tinha qualquer dificuldade em dormir, padrão do sono sem alterações. A nível de consciência, alternava períodos de confusão a nível da pessoa, pois referia muitas vezes memórias passadas, como se as tivesse a vivenciar no seu dia a dia, nomeadamente o facto de associar ir ‘trabalhar´ em vez de ir para o Lar. Mas reconhecia toda a família, e encontrava-se orientada no tempo e espaço.
No decorrer do internamento, aquando as visitas, ainda a aguardar colocação do pacemaker, queria ir ao WC embora estivesse de fralda, e sob contenção física, embora consciente e orientada, pois pediu ao neto para que por favor fosse com ela ao WC que não queria fazer na fralda.
Ainda durante o internamento, e esse o motivo desta carta, houve por negligência da equipa de enfermagem, uma queda no WC (escorregou da sanita) tal como mencionado no resumo de internamento, na alta médica. Foi mencionado ainda que não havia evidência de TCE, AEC, hematomas ou sinais de fractura/ luxação.
Venho questionar, se houve realização de exames complementares de diagnóstico para afirmar o que foi citado anteriormente na alta médica, nomeadamente RX.
No dia da alta médica, a minha avó encontrava-se prostrada, pouco reactiva, confusa, sonolenta, queixosa a nível do membro inferior esquerdo.
No dia seguinte a alta médica, 21-09-2018, recorremos a SUB de Alcácer do Sal, para realização de RX, onde foi revelada fractura ísquio-púbica á esquerda. Posteriormente foi encaminhada para observação por Ortopedia no HLA, onde foi confirmada a fractura e dada indicação para tratamento conservador.
O seu estado geral foi agravando, e no dia 22.09.2018, encontrava-se dependente em grau elevado em todas as actividades de vida diárias, no domicilio. Iniciou quadro de Piúria franca, com resultados de análise de Urina tipo II, compatíveis com Infecção do Trato Urinário e de Urocultura compatíveis com Infecção Nosocomial transmitida certamente em meio hospitalar aquando o internamento. Encontra-se neste momento internada, por ITU no HLA, completamente limitada, julgo, como consequência das más práticas realizadas.
Alta médica a 20-09-2018 para o domicílio.
O comportamento supracitado por parte da equipa de enfermagem é de extrema gravidade e dotado de grande falta de responsabilidade e competência profissional, venho, por este meio solicitar que sejam tomadas as medidas disciplinares previstas para tais soluções, pois caso contrário eu recorrerei a todas as instâncias não só para que se faça justiça mas também para salvaguardar outros utentes de situações semelhantes. Estou disponível para prestar todos os esclarecimentos e comprovativos que considerem necessários.

Sem outro assunto de momento, subscrevo-me apresentando os meus melhores cumprimentos,
Agradeço a confirmação da receção deste email.

Setúbal, 27 de Setembro de 2018
Sílvia Santana

Reclamação De: Silvia Miguel Nunes Santana
Email: <enf.silviasantana@gmail.com>
Nome da Empresa a quem esta reclamação se dirige: Centro Hospitalar de Setúbal, Hospital de São Bernardo


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